Patologia Kids é ferramenta de aprendizado para crianças e adolescentes

Publicação 03/09/2014

Em seu oitavo ano, projeto incentiva a conscientização em relação às doenças

Em 2006, os alunos do terceiro ano de Análises Clínicas (na época Patologia) do Colégio UNITAU buscavam uma maneira de disseminar o conhecimento obtido na sala de aula. Em uma reunião com seus professores, a solução encontrada foi a criação do projeto “Patologia Kids”, que, por meio de aulas aplicadas pelos alunos do curso a estudantes do Ensino Fundamental do Colégio, auxilia na conscientização e na prevenção de doenças.

Todo início de ano letivo, os alunos do terceiro ano de Análises Clínicas se reúnem com seus docentes e relacionam uma lista de temas com que gostariam de trabalhar. A única condição é que os assuntos tenham relação com a realidade da escola e da região. Neste ano, por exemplo, desde ética e bulling até doenças transmitidas pela água ou alimentos, como a ascaridíase, foram temas do Patologia Kids.

Com os assuntos escolhidos, é hora de preparar as aulas, que serão ministradas aos estudantes do primeiro ao quinto anos do Ensino Fundamental. Eles são divididos em grupos e, com o auxílio dos docentes e da pesquisa realizada, preparam uma série de slides e de atividades abordando o tema de maneira didática para as crianças.

Além do aprendizado, ao repassar as informações aos menores, o esforço também vale nota: o “Patologia Kids” integra a disciplina de Bioquímica do curso. Durante a apresentação dos temas, os alunos também são avaliados pela coordenação e pelos professores.

Para a docente idealizadora do projeto, Teresinha Cristina Alvissus Fernandes, outro ponto forte do projeto é a preparação do aluno para futuras apresentações em público. “Quando o estudante vai para a faculdade, ele precisa apresentar seminários e é muito importante que ele tenha dicção e postura. O Patologia Kids auxilia isso. Além do que, é muito nítido que o aluno aprende muito quando ele tem de ensinar. Então, para que eles façam essas aulas, precisam estudar e pesquisar.”

A aluna Camila Quintanilha, que está no terceiro ano de Análises Clínicas, surpreendeu-se com a experiência de ser “professora” por alguns momentos. “É importante para ter desenvoltura e aprender a falar em público. Você sente na pele como é dar uma aula. Tentar responder algumas perguntas que as crianças fazem é um desafio: somos forçados a estarmos sempre preparados para isso.”

Théo Ortiz
ACOM/UNITAU